sábado, 14 de março de 2015

Campanha de Combate a Dengue e à Febre da Chikungunya em Picuí – PB 2015

            A Dengue tem grande relevância para a Saúde Pública, por se tratar de uma doença infecciosa, aguda e que pode levar a sérias complicações. O Brasil tem passado por sérias epidemias de Dengue, com um número alarmante de doentes e até de óbitos devido à própria doença ou com suas complicações. Entretanto, um novo vírus (chikungunya) já está circulando em nosso país e devemos redobrar nossa atenção e nossos cuidados.
            De acordo com dados do Ministério da Saúde, em 2014, foram registrados 591.080 casos prováveis de dengue. Em 2015, já foram registrados 103.616 casos. No mesmo período, também foram notificados 3.195 casos suspeitos de febre de chikungunya. Destes, 2.196 foram confirmados.      Até a primeira quinzena de fevereiro de 2015, foram notificados 771 casos suspeitos de febre de chikungunya. Destes, apenas 82 foram confirmados.
            Em 2014, os dados no município de Picuí mostram notificações de 100 casos suspeitos de dengue, sendo que apenas 20 foram confirmados por critério laboratorial ou clínico-epidemiológico. Não houve nenhum caso suspeito de chikungunya. Em 2015, apenas 08 casos foram notificados, o que confere certa tranquilidade ao município. Entretanto, devemos ficar alertas e desenvolver ações de prevenção para evitar um possível surto, uma vez que o índice de infestação do mosquito está em 6,2, valor considerado alto.


Ações
           
            Em novembro de 2014, a coordenação de vigilância epidemiológica participou de uma capacitação sobre manejo clínico da dengue e chikungunya, promovida pela secretaria de saúde do estado e Ministério da Saúde, em Campina Grande.
            No tarde do dia 03 de dezembro, foi feito o repasse para todas as ESF’s do município, agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.
      O objetivo foi preparar todos os profissionais para um possível surto e evitar agravamentos dos casos, uma vez que esse período de verão é crucial para a região. Ao final da reunião, ficou explicitado que em fevereiro haveria um dia de mobilização de conscientização da população denominado: Dia ‘D’ dia de Combate a Dengue e Chikungunya, o qual tem como propósitos:
·         Chamar a atenção da população quanto à importância das ações de prevenção, que podem e devem ser desenvolvidas pela própria população em seu próprio domicilio e na comunidade em geral.
·         Sensibilizar a população do seu dever como cidadão no combate ao vetores, através de visitas pelo ACS e profissionais da saúde;
·         Esclarecer sobre medidas que deverão ser providenciadas caso suspeite que esteja com dengue/chikungunya;
·         Orientar a comunidade sobre as formas de evitar e eliminar locais que possam oferecer riscos para formação de criadouros do vetor.



Mobilização

            Com o slogan “O Perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”, no dia 02 de fevereiro de 2015 teve início a campanha de prevenção contra o mosquito causador da DENGUE e CHIKUNGUNYA promovida pela Secretaria Municipal de Saúde de Picuí, através da vigilância em saúde e equipes de saúde da família. Todas as equipes realizaram palestras educativas em suas respectivas unidades, distribuíram panfletos durante as visitas domiciliares e participaram da mobilização no dia D (07/02).



            Durante toda a semana, houve divulgação na rádio local, através de entrevistas e informações pertinentes aos dados epidemiológicos e ao   cronograma das equipes. A coordenação de vigilância epidemiológica deu início às atividades, pontuando em sua fala os objetivos e expectativas da campanha para o município, assim como informações técnicas sobre o vírus, seu modo de transmissão, sua incidência e prevalência em Picuí. Também tivemos a participação do médico e enfermeira das equipes, bem como da coordenação da vigilância ambiental.
            No dia D, os profissionais foram às ruas, divididos em dois turnos. Uma parte da equipe foi para a feira livre, pela manhã, fazer panfletagem, dar as devidas orientações à comunidade, bem como nortear a população quanto à correta coleta e armazenamento do lixo.




            Os profissionais escalados para o turno da tarde realizaram panfletagem durante o evento Cristo Folia, uma festividade religiosa que estava acontecendo no município. Os profissionais se fizeram presentes na concentração do bloco e subiram no trio para realizar as orientações e prestar esclarecimentos a toda população. Em seguida, acompanharam o percurso do trio, realizando a panfletagem.




quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

terça-feira, 27 de maio de 2014

PROGRAMAÇÃO PARA TRABALHAR A PREVENÇÃO DE DENGUE E HEPATITE NO MUNICÍPIO DE PICUÍ 2014

OBJETIVO: Sensibilizar toda comunidade picuiense no sentido de eliminar principalmente o foco da Dengue em suas próprias residências.

PROFISSINAIS ENVOLVIDOS: Secretaria de Saúde (Equipes da Estratégia Saúde da Família - ACS's, Vigilância Epidemiológica, Vigilância Ambiental - Agentes de Endemias) e Secretaria de Educação (Equipe Técnico Pedagógica, Gestores, professores, alunos e pais de alunos).






Hepatite A no município de Picuí - Maio 2014

Até a primeira semana de maio foram notificados 19 casos de hepatites virais no município de Picuí, mais do dobro notificado durante todo o ano de 2013, onde foram notificados e confirmados 07 casos de hepatite A em crianças. Os casos notificados são de residentes do Bairro São José, Bairro Limeira e Bairro Monte Santo.
Em virtude desse elevado número de notificações, a Coordenação da Vigilância Epidemiológica, juntamente com a Vigilância Ambiental e as ESF’s, estão realizando algumas ações inerentes a estes casos, de forma a melhorar a investigação epidemiológica destes, uma vez que tais valores são indicativos de um surto de hepatite A. Esse tipo de doença está diretamente ligado a saneamento básico e condições desfavoráveis de higiene.
Até o momento, já foram confirmados 04 casos de hepatites virais. Diferente do ano passado, a maioria das notificações de 2014 são em adulto do sexo masculino. Diante do ocorrido, as seguintes ações foram feitas:
  •         Reunião com a equipe pedagógica da Secretaria de Educação, bem como da EMEF Pedro Henriques da Costa para informações referentes ao surto ocorrido;
  •         Solicitação, à 4ª Gerência Regional de Saúde, o envio de Hipoclorito de Sódio para a realização de ações de prevenção por parte dos Agentes Comunitários de Saúde e respectivas ESFs;
  •         Distribuição dos Hipocloritos de Sódio com as ESF e algumas escolas municipais;
  •         Divulgação na mídia local, através de informações sobre hepatites virais, bem como prevenção, tratamento, cuidados com a água e alimentos contaminados, assim como higiene pessoal e vacinação disponível;
  •         Reunião com os ACS’s para intensificar as ações inerentes ao tema;
  •         Visitas realizadas pelas ESFs nas escolas onde as crianças com hepatites estudam para a realização de palestras educativas e distribuição de panfletos;
  •         Visitas domiciliares às residências das crianças acometidas, com intuito de realizar investigação epidemiológica;
  •         Solicitação à Vigilância Ambiental da análise das águas nas residências em questão, bem como das escolas onde as crianças frequentam;
  •         Envio do relatório para a Secretaria de Infra Estrutura e Secretaria de Saúde, informando a existência dos esgotos e lixo para a tomada das devidas providências;
  •         Solicitação de sorologia para os comunicantes diretos;
  •         Averiguação da caderneta de vacina de todas as crianças notificadas com encaminhamento para a sala de vacina, para aquelas com esquema incompleto ou não iniciado;
  •         Encaminhamento de todos os comunicantes adultos ao setor de Imunização para a realização e atualização do esquema de vacina para Hepatite B;
  •         Orientação sobre tratamento, repouso, cuidados de higiene, tratamento de água com Hipoclorito de Sódio para todas as pessoas das casas visitadas;
  •         Confecção de panfletos informativos para distribuição com a população.

A hepatite A é a inflamação (irritação e inchaço) do fígado, causada por um vírus. Este é encontrado principalmente nas fezes e no sangue de uma pessoa infectada, cerca de 15 a 45 dias antes de os sintomas aparecerem e durante a primeira semana da hepatite A.
Pode-se contrair hepatite A se:
·         Comer ou beber água contaminada por fezes que contenham o vírus da hepatite A (frutas, verduras, frutos do mar, gelo e água são fontes comuns do vírus da hepatite A);
·         Mantiver contato com as fezes ou o sangue de uma pessoa que tenha hepatite A;
·         Uma pessoa contaminada não lavar as mãos adequadamente após ir ao banheiro e tocar outros objetos ou alimentos.
Para diagnosticar a hepatite A, o médico realizará um exame físico e verificará se o fígado está aumentado e sensível. Os exames de sangue para diagnosticar a hepatite A podem mostrar:
·         Alto nível de anticorpos IgM e IgG para hepatite A (o IgM normalmente é positivo antes do IgG)
·         Níveis elevados de enzimas hepáticas (testes de função hepática), especialmente níveis de enzimas transaminases.
Os sintomas se dão tanto devido aos danos do vírus como à reação destrutiva para as células infectadas pelo sistema imunitário. Mais de metade dos doentes são assintomáticos, particularmente crianças.
Os sintomas mais comuns são:
  •         Pele e olhos amarelados;
  •         Febre;
  •         Dor abdominal;
  •         Náuseas e vômito;
  •         Falta de apetite;
  •         Urina mais escura;
  •         Fadiga (Cansaço)
  •         Dor nas articulações;
  •         Diarreia que pode durar até cerca de um mês.
           Quando acomete adultos, a doença é muito mais sintomática, prolongada e com risco muito maior de agravar do que na criança.
Assim como em outras doenças virais comuns, o próprio organismo combate a doença sendo o tratamento mais comum apenas dos sintomas. É importante repouso e beber muita água.
Pessoas que vivam no mesmo domicílio que o paciente infectado ou que estejam em más condições de saúde podem receber imunoglobulina policlonal para protegê-los contra a infecção. O consumo de álcool deve ser abolido até pelo menos três meses depois que as enzimas hepáticas voltaram ao normal.
As medidas preventivas consistem em:
  •         Ter bons hábitos de higienização das mãos, alimentar-se com alimentos de origem esclarecida, ingerir água tratada (uso de cloro na desinfecção da água);
  •         Cuidados de saneamento básico: (esgoto, fossas sépticas).
Continuamos em meio às atividades com o intuito de evitar que haja o aumento no número de casos de hepatite A em nosso município. Ainda aguardamos os resultados das análises das águas coletadas. 

sexta-feira, 9 de maio de 2014

BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO DA DENGUE NO MUNICÍPIO DE PICUÍ

DADOS REFERENTES ÀS SEMANAS EPIDEMIOLÓGICAS 01 A 18 / 2014
(29/12/2013 a 03/05 de 2014) 

A dengue é uma infecção viral que se tornou um grave problema de saúde pública no Brasil, assim como em outras regiões tropicais do mundo. É de transmissão essencialmente urbana, ambiente no qual se encontram todos os fatores fundamentais para sua ocorrência: o homem, o vírus, o vetor e, principalmente as condições políticas, econômicas e culturais que formam a estrutura que permite o estabelecimento da cadeia de transmissão.
O vírus da dengue pode se apresentar de quatro formas diferentes, que vai desde a forma inaparente, isto é, quando a pessoa está com a doença mas os sintomas não se manifestam, até quadros de hemorragia, que podem levar o doente ao choque e ao óbito.
A apresentação típica da dengue inclui a presença de febre há menos de 7 dias, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas:

  • Cefaléia (Dor de cabeça);
  • Dor atrás dos olhos;
  • Dor muscular;
  • Dor nas articulações;
  • Abatimento físico;
  • Manchas vermelhas pelo corpo;
  • Náuseas ou vômitos.

A febre é geralmente a primeira manifestação, com início repentino e temperatura superior a 38ºC. Em crianças, a dengue pode se manifestar através de sintomas inespecíficos como dor abdominal, rubor facial, náuseas, vômitos, diarreia, falta de apetite e irritabilidade.
De acordo com o último boletim epidemiológico divulgado no dia 23/04/2014 pelo Ministério da Saúde houve uma queda nos casos de dengue nos três primeiros meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Em 2014, foram 215.169 notificações, o que representa uma redução de 76,7% quando comparado ao primeiro trimestre do ano passado (921.716). O número de casos graves da doença também caiu 80% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2013. De 1º de janeiro a 5 de abril, foram confirmados 937 casos graves da doença, contra 4.722 em 2013.
Seguindo a mesma tendência, os óbitos pela doença diminuíram 87% em relação a 2013. No período, foram confirmados 47 óbitos, sendo que no ano passado foram 368. Treze estados não registraram óbitos neste período: Rondônia, Acre, Roraima, Pará, Amapá, Tocantins, Piauí, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os estados do Amapá, Roraima, Sergipe, Maranhão, Piauí, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Rio Grande do Sul, apresentaram os menores índices de notificação pela doença neste período.  
O Ministro da Saúde atribui a queda no número de casos graves à organização da rede pública de saúde em todo o país, à ampliação no fluxo de atendimento, ao diagnóstico precoce e, sobretudo, a uma maior conscientização da população.
No município de Picuí, os dados seguem o mesmo parâmetro nacional. Nos primeiros meses de 2014 tivemos uma redução de aproximadamente 20% no número de casos suspeitos notificados. Até o momento foram 26 notificações. Destas, apenas 02 tiveram resultado confirmado por sorologia e 02 foram descartados. (em 2013 foram 33 notificações e 06 foram confirmados). Não houve nenhum caso de agravamento da dengue, nem óbito em nosso município.
Tal redução deve-se ao trabalho em equipe realizado pelos profissionais da saúde que vem sendo desenvolvido:
  • Os agentes de endemias, a cada 2 meses, realizam as visitas domiciliares, a procura de larvas do mosquito. Em caso positivo, realizam o devido tratamento;
  • As unidades de saúde fazem o atendimento e notificam o caso suspeito, semanalmente;
  • A Vigilância Epidemiológica recebe essas notificações e inicia a investigação dos casos, identificando tais pacientes e seus respectivos endereços, informando à Vigilância Ambiental, para que as devidas medidas sejam tomadas;
  • As medidas emergenciais são: providenciar o carro fumacê para eliminação do mosquito em sua forma alada; delimitação de foco nas localidades onde há casos confirmados de dengue; campanhas, arrastões e palestras educativas nas escolas;
  • Os exames são enviados ao LACEN (único laboratório aceito pelo Ministério da Saúde);
  • Qualquer informação só pode ser divulgada oficialmente, após a confirmação do resultado pelo LACEN.
No que diz respeito ao óbito ocorrido recentemente, em abril do corrente ano, a vítima residia no município de Cuité e trabalhava no nosso município, tendo sido encaminhado e notificado pelo Hospital Regional de Picuí. Assim, não há como saber onde o paciente contraiu a doença, nem tampouco por qual motivo os sintomas se agravaram. Há vários fatores predisponentes a um caso de agravamento: automedicação, adiamento em procurar o profissional médico, uso de medicamentos a base de Ácido Acetil Salicílico (AAS), dentre outras. É importante destacar ainda que a causa mortis do referido paciente só será confirmada após concluída a investigação. Isso porque a sorologia realizada indica apenas que ele estava com o vírus da dengue, sem, no entanto, maiores comprovações para o diagnóstico de dengue hemorrágica.
Portanto, aos primeiros sintomas da doença (febre, dor de cabeça, dores nas articulações e no fundo dos olhos), a recomendação do Ministério da Saúde é procurar o serviço de saúde mais próximo e não se automedicar. Quem usa remédio por conta própria pode camuflar sintomas e, com isso, dificultar o diagnóstico.
            Para diminuir a proliferação do mosquito, é importante que a população verifique o adequado armazenamento de água, o acondicionamento do lixo e a eliminação de todos os recipientes sem uso que possam acumular água e virar criadouros do mosquito. Além disso, é essencial que, nos ambientes públicos, sejam realizados serviços que contribuam para a eliminação dos focos, como recolhimento regular de lixo nas vias, a limpeza de terrenos baldios, praças, cemitérios e borracharias.
Picuí-PB, 07 de maio de 2014

AIRY YSMÊNIA DE LIMA MEDEIROS
Coordenadora Municipal de Vigilância Epidemiológica